A Praça das tragédias – Praça do Índio, Brasília DF
outubro 24, 2013  /  By:   /  Quem faz Brasília, Uncategorized  /  9 Comments

A praça das tragédias muitos crimes já aconteceram: O índio Pataxó que foi queimado vivo numa parada de ônibus, um funcionário público deu um tiro na cabeça de um mendigo porque estava incomodado com o comportamento homossexual dos mendigos e não queria que sua filha vices cenas de sexo gay, ou apenas as preliminares no meio da rua. Também uma nova versão radical e FALSA, na minha opnião, sobre o Índio Galdino Pataxó. Homofobia levando ao crime de matar um mendigo enquanto dormia? Preconceito e fazer o envolvimento do crime com as drogas? Tudo isso na reportagem especial A Praça das Tragédias

Pôlemica na Praça do Índio - Nova versão do crime do Índio Pata'xo queimado na parada de ônibus em Brasília DF

Pôlemica na Praça do Índio – Nova versão do crime do Índio Pata’xo queimado na parada de ônibus em Brasília DF

Fomos até a Praça do Índio para conversar com os frequentadores do espaço que ficou marcado pela violência.  Um dos moradores, inclusive, conta uma versão extremamente polêmica do caso mais chocante: o assassinato de Galdino Jesus dos Santos, que teve o corpo queimado por jovens de classe média na madrugada do dia 20 de abril de 1997. Detalhe: o crime foi um dia depois da comemoração do Dia do Índio. No vídeo esta história é contada sob um novo ângulo. Jamais visto e especulado. Loucura, ignorância, imaginação, preconceito, verdades e mentiras, no vídeo sobre os assassinatos da Praça do Índio.

polemica na praça do indio

Galdino veio à Brasília em uma delegação de oito lideranças do povo indígena.  O objetivo do grupo era conseguir apoio para a recuperação das terras dos Pataxó Hã-Hã-Hãe, invadidas por muitos fazendeiros. Na semana do assassinato, ele lutava pela anulação dos títulos cedidos aos fazendeiros.  A terra tradicional dos Pataxó Hã-Hã-Hãe é denominada de Terra Indígena Caramuru-Catarina Paraguaçu. Até hoje a situação por lá é complicada. Os órgãos competentes não tomam nenhuma medida. As informações são de que os índios vivem ameaçados e encurralados por grileiros de terra. Na noite do crime, Galdino ficou até tarde em reunião e perdeu o horário de entrada na pousada em que estava hospedado. Desabrigado, ele decidiu dormir na parada de ônibus da w3,  na entrequadra da 703/704 Sul. Lá foi alvo de agressão. Cinco jovens de classe média atearam fogo nele. Apesar de ter recebido socorro, não resistiu aos ferimentos e morreu. Na época, os rapazes Max Rogério Alves, Antônio Novély Cardoso de Vilanova, Tomás Oliveira de Almeida, Eron Chaves de Oliveira  e Gutemberg Nader Almeida Júnior chegaram a alegar que só tinham feito isso porque achavam que era um mendigo. Um absurdo.  Galdino teve 95% do corpo queimado. Na hora do crime, Eron Chaves de Oliveira segurava uma garrafa com o álcool e levou um susto com o tamanho da labareda. No impulso, ele acabou jogando soltou a garrafa com o resto do álcool em cima do índio, o que complicou ainda mais o estado de saúde da vítima. Os cinco jovens foram presos. Mas hoje estão em liberdade porque já cumpriram parte da pena.

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Neste outro local da praça, o coreto, ocorreu outro crime bárbaro. A suspeita é de motivações homofóbicas e fascistas. O economista e funcionário do Banco Central José Cândido do Amaral Filho sentia-se ameaçado com a presença de mendigos e se preocupava com a filha pequena vendo e convivendo com aquela situação. Com a intenção de “limpar a praça” e com medo dos mendigos roubarem enfeites de seu jardim, José Cândido foi um dia de manhã até o local e atirou em dois moradores de rua enquanto dormiam, Paulo Francisco de Oliveira Filho, 35, e Raulhei Fernandes Mangabeiro, 26.

José Cândido está preso e aguarda julgamento, que já foi duas vezes adiado. A previsão é que ele sente no banco dos réus no dia 15 de junho de 2011. Ele é acusado de cometer homicídio duplamente qualificado.

 

Sobre o autor :

Comunicadora, redatora, radialista, palestrante motivacional.

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